27 Dec 2013

Jerry Andrus sobre a Mente

Você tem uma mente humana maravilhosa que funciona como a minha mente humana. Normalmente quando somos enganados, a mente não cometeu um erro. Ela chegou à conclusão errada pelos motivos certos

Jerry Andrus on Mind

You have a wonderful human mind that works no different from my human mind. Usually when we're fooled, the mind hasn't made a mistake. It's come to the wrong conclusion for the right reason.

26 Dec 2013

Feliz Festa do Chapéu Bobo!

Este ano após batalhar novamente com a falsidade e o materialismo capitalista embutido no natal eu decidi injetá-lo com o meu próprio significado; o que eu acredito que nós deveríamos estar celebrando, ou nos lembrando de.

Pra começar, esqueçam do aniversariante. Bejo-me-liga. A pessoa que teoricamente está fazendo aniversário no dia 25 foi um dos mais prolíficos e lidos autores contra o materialismo e possessões pessoais e ainda assim foi totalmente sobrepujado pela mídia em massa e o propagandismo sendo cuspido pra dentro da sala de todas as famílias - e agora graças aos telefones espertinhos e anúncios na internet - nos quartos, cozinhas e banheiros também.

Isso me levou a pensar sobre o quanto as pessoas gostam dos presentes, então essa deve ser uma celebração dos presentes; talvez eu pudesse interpretar isso como O presente, aquele em que vivemos, o nunca desistente ponto da existência, o AGORA, a coisa que está "sentada" entre os conceitos de passado e futuro... essa é minha chave para a compreensão, eu não estou definindo o natal como outra coisa do que é: uma celebração dos presentes; eu somente estou ajustando um pouco a idéia de presente de uma caixinha embrulhada para o instante em que vivemos.

Então como celebrar essa festa? O que re-presentaria o presente na festa dos presentes?

Minha resposta: Um Chapéu Bobo!



O chapéu bobo é uma grande representação do presente primeiramente porque não devemos levá-lo a sério e isso também é verdade para nossas vidas cotidianas.

Acima disso, estamos sempre vestindo um chapéu bobo, de qualquer maneira... a parte triste é que as pessoas não notam ou se importam que o chapéu bobo que eles têm em suas cabeças não foram feitos ou postos ali por eles, mas outras pessoas: pais, professores, amigos estranhos, colegas de trabalho. Nós andamos pela vida vestidos com esses chapéus bobos nas nossas cabeças torcendo por eles, defendendo-os como se nossos fossem, mas não são. A maior parte do tempo nem gostamos de nossos chapéus bobos ou pensamos em trocá-los, nós somente continuamos com eles na cabeça.


Alguns dos chapéus bobos que usamos são instalados utilizando-se um dispositivo tecnológico chamado tele-visão; como é estranho esse nome! Os padres sem Deus que controlam o aparato chamado tele-visão o usam para imprimir na cabeça das pessoas uns chapéus bobos muito estranhos, que as fazem machucar e odiar umas às outras, enquanto AO MESMO TEMPO defendem os chapéus bobos como se fossem seus, vestindo-os até o fim de suas vidas, criticando outros chapéus bobos que outras pessoas possam gostar de usar, sem perceber que os seus também são bobos.



Essa é outra mensagem do chapéu bobo: você tem o seu, eu tenho o meu, nenhum de nós pode levar o do outro a sério então não devemos criticá-los também. Eles são todos bobos. Novamente: TODOS OS CHAPÉUS SÃO BOBOS, mesmo os que chamamos de "capacetes" (usar um capacete para andar de moto pode não parecer bobo a princípio, porque a idéia boba não é usar o chapéu, é andar de moto. O mesmo se aplica à maioria dos capacetes, exceto o dos astronautas; talvez esse seja o único chapéu não-bobo que a humanidade já fez até agora).



Até mesmo o papai noel usa:




Então esse natal eu fiz um pequeno projeto artístico manufaturando meu chapéu bobo (acompanhado pela minha mãe, que fez o seu também) e o vesti com orgulho, tirei umas fotos, e expliquei pra minha família o que ele significava. Foi uma bel tradição de natal que eu acabei de começar e pretendo continuar. No próximo natal junte-se a nós, faça seu chapéu bobo! E enquanto isso, pense sobre quais chapéus bobos você usa, quem os pôs na sua cabeça, e porque você ainda os usa.



Feliz Festa do Chapéu Bobo!

Happy Silly Hat Party!

This year after struggling again with the phoniness and materialism embedded into christmas I decided to inject into it my own meaning; what I believed are we supposed to be celebrating, or reminding ourselves of.

For starters, well, forget about the birthday boy. No-can-do. The very person that supposedly is having a birthday on december 25th was one of the most prolific and read about speakers against materialism and personal possessions got totally overthrown by the mass media propaganda being spewed out into every family's living room - and now thanks to smartphones and internet ads, bedrooms, kitchen and bathrooms as well.

That lead me to thinking how much people like the presents, so this must be a celebration about presents; maybe I could interpret that as THE present, you know, the one we live in, the never ceasing point of existence, the NOW, the thing that "sits" forever between the concepts of past and future... that's my key to understanding. I am not defining christmas as anything other than what it is: a celebration of presents; I am only skewing the idea of a present from a wrapped box with a trinket to the instant that we all live on.

So how to celebrate this party then? What would best re-present the present at the present party?

My answer: A Silly Hat!



The Silly Hat is a great representation for the present first of all because you're not supposed to take it seriously and that is also true for our daily lives.

On top of that, we are always wearing silly hats no matter what... the sad part is people don't seem to notice or even care that the silly hats they have in their heads were not made or put there by them, but by other people: parents, teachers, weird friends, co-workers. We walk around life carrying these hats in our heads and cheering for them, defending them like they are truly ours, but they are not. Most of the times we don't really even like our funny hats or think about just changing them, we just carry on wearing.



Some of the silly hats we use are installed used a technological device called tele-vision; how weird is that name? The ungodly priests that control the tele-vision apparatus use it to imprint into people's heads some very strange silly hats, which makes them hurt and hate each other, while ALSO defending those silly hats as they were theirs somehow and committing themselves to wearing them for life, criticising any other silly hats that people might like to wear, without realising their hats are silly too.



That's another message of the silly hat: you have yours, I have mine, none of us can take ours seriously so none of us must criticize another's silly hats. They are all silly. Again: ALL HATS ARE SILLY, even the ones we call helmets (wearing a helmet to ride a bike might not seem like a silly thing at first, because the silly idea is not wearing the helmet, but riding the bike. The same goes to most helmets, except the astronaut's; that might be the only non-silly hat that mankind has developed so far).



Maybe that's also the reason why Santa wears his:





So this christmas I had a little art project of making my silly hat (accompanied by my beloved mother, who did hers too) and proudly wore it, took some pictures, and explained to my family what that meant to me. It was a very nice new holyday tradition, and I will try to keep it. Next christmas join us, and make your silly hat! All the while, thinking about the silly hats you wear, who put them in your head, and why do you still keep wearing them.



Happy Silly Hat Party!

21 Dec 2013

Solstício de Verão

Caminho do Sol, ápice no firmamento
Uma vez ao ano este evento

20 Dec 2013

A Supposedly Fun Thing

I have just finished reading David Foster Wallace's "A Supposedly Fun Thing I'll Never do Again" essay for the second time, the first being in 2008 when I heard of his death and was curious about his body of work, him being so well praised on the eulogies and carrying the mystique of having written a huge novel ("Infinite Jest" has over 1000 pages) and be defined as genius by so many people.

It is hard to believe just how well somebody can write, painting with words a mental picture encompassing light...
Its overhead lighting is luxury lighting, some kind of blue-intensive Eurofluorescence that's run through a diffusion filter so it's diagnostically acute without being brutal.
...color...
And then in the late A.M. the isolate clouds overhead start moving toward one another, and in the early P.M. they begin very slowly interlocking like jigsaw pieces, and by evening the puzzle will be solved and the sky will be the color of old dimes.
...sound...
I have jumped a dozen times at the shattering, flatulence-of-the-gods sound of a cruise ship's horn
...vision...
he is staring into whatever special distance people in areas of mass public stasis stare into.
...and emotion...
I felt despair. The word's oversused and banalified now, *despair*, but it's a serious word, and I'm using it seriously. For me it denotes a simple admixture - a weird yerning for death combined with a crushing sense of my own smallness and futility that represents a fear of death. It's maybe closer to what people call dread or angst. But it's not these things, quite. It's more like anting to die in order to escape the unbereable feeling of becoming aware that I'm small and weak and selfish and going without any doubt at all to die. 

...so well that it makes you wonder what kind of wicked muse could whisper such combination of sentences upon one's ears, for this has got to be a mystical superpower, and maybe the deadly kriptonite that came along with it - severe depression - is another evidence for it.

This essay is about a Luxury Cruise that he was paid to go for a magazine, and unfortunately I can only imagine the face that said publication's editor must have made after reading the end result. It is picturesque, funny, at moments shallow as the foamy part of the ocean that meets the sand but truthfully deep as the middle of the Atlantic where he was.

As it is common in this man's writing, he doesn't really goes to the seriously meaningful bits straight away but slowly progresses with a lot of humor in and around events, persons and situations while a sensation that a cunning human perception is digesting and bringing slowly to the forefront of your attention deep issues about our own selves as individuals and a collective, on all levels:

I have heard upscale adult U.S. citizens ask the Guest Relations Desk whether snorkeling necessitates getting wet, whether the skeetshooting will be held outside, whether the crew sleeps on board, and what time the Midnight Buffet is.

Part of this overall despair of this Luxury Cruise is that no matter what I do I cannot escape my own essential and newly unpleasant Americanness. This despair reaches its peak in port, at the rail, looking down at what I can't help being one of. Whether up here or down there, I am an American tourist, and am thus ex officio large, fleshy, red, loud, coarse, condescending, self-absorbed, spoiled, appearance-conscious, ashamed, despairing, and greedy: the world's only known species of bovine carnivore.

So in a seemingly innocent review of a cruise you find yourself dealing with very deep truths about what we do to ourselves, how we try to control aspects of our lives and of others:

An ad that pretends to be art is - at absolute best - like somebody who smiles warmly at you only because he wants something from you. This is dishonest, but what's sinister is the cumulative effect that such dishonesty has on us: since it offers a perfect facsimile or simulacrum of goodwill without goodwill's real spirit, it messes with our heads and eventually start upping our defenses even in cases of genuine smiles and real art and true goodwill.

This time when I finished - maybe because I'm older and have a different outlook on things - this grave sensation of profound wisdom lurking amidst well crafted prose bubbled up on my consciousness that maybe this "Supposedly Fun Thing I'll Never Do Again" is not only a cruise, but life itself:


Notwithstanding, we're maybe now in the position to appreciate the lie at the dark heart of Celebrity's brochure. For this - the promise to sate the part of me that always and only WANTS - is the central fantasy the brochure is selling. The thing to notice is that the real fantasy here isn't that this promise will be kept, but that such promise is keepable at all. This is a big one, this lie*.
(*) - It may well be the Big One, come to think of it
But the Infantile part of me is insatiable - in fact its whole essence or dasein or whatever lies in its a priori insatiability. In response to any environment of extraordinary gratification and pampering, the Insatiable Infant part of me will simply adjust its desires upward until it once again levels out at its homeostasis of terrible dissatisfaction.

Not only it happens instinctively but we are also raised and educated to do that: become comfortable with what we have, regardless of how good it is from the perspective of what we had yesterday, but on our way to get used to this new level of having and be sad tomorrow.

It should be a fun thing and it is for a moment, but the key to the maintenance of this happiness of today might be as well forget what has been and keep reminding yourself that this is it, this is the now we have, the blessings we have and never, ever get used to it.


19 Dec 2013

Um mil, quinhentos e dez

Descobri recentemente que meu querido primo Marcelo tem 1.510 seguidores no Instagram.

Eu não consigo nem imaginar um campo com mil e quinhentas pessoas, e mesmo se conseguisse ainda teria que adicionar dez.

Nem sou tão mais velho do que ele porém um cataclisma eletro-eletrônico nos separou em nossos anos formativos; entre meus doze e dezoito telefone ainda era de rodar (e fazer barulho), televisão tinha oito canais (dos quais somente dois "pegavam"), celular existia mas era to tamanho de uma caixa de sapato e eu passava o tempo inteiro com o mesmo grupo de seis (1.510 - 1.504) amigos fingindo que éramos guerreiros medievais - sem nenhum aparato tecnológico fora os milenares lápis, papel e dados.

Em contrapartida na sua vez ele já haveria de ter a internet, e condições de acessá-la.

Não sei que tipo de diferença neural essa disparidade cronológica de menos de dez anos nos causou, mas suspeito que ela seja linguística. Muito difícil pra mim é olhar para a palavra que vem depois do número - "seguidores" - e não sentir um frio na espinha. A escola me ensinou e o jogo de interpretação de papéis solidificou o conceito que um seguidor é algo profundo, é um relacionamento de entrega, de confiança, de delegação; porém - e aqui me arrisco a parecer milenarmente antiquado - "nos dias de hoje" essa palavra gravemente séria tornou-se banal, irrelevante. Não dá pra ser ter mil e quinhentos de nada e não perder a noção do que o número significa, em termos humanos.

A conexão humana perde-se porque o número gigantesco deixa de representar o relacionamento líder-vassalo que implicava, para conotar somente uma medição extremamente precisa e vaidosa sobre o tamanho do pau midiasociático de seu portador (parafraseando a expressão "twitter dick" de Marc Maron).

Assim o que antes era um humano atentivo aos seus comandos, alguém quase dependente de suas decisões e ensinamentos, um seguidor do seu caminho, torna-se apenas um +1 binário num banco de dados público demonstrando que enquanto qualquer um de vocês tiver até um mil quinhentos e nove "seguidores" (ugh), meu primo Marcelo terá um pau maior que o seu. (o meu número atual é quatro, inclusive o primo a quem dedico esse artigo. Abraço primão!)

É preciso outra palavra, pelo menos. Os apóstolos eram seguidores de Cristo, eu não posso ser chamado de "seguidor" de alguém no Instagram; isso não está certo. Afinal, se o Google puxou a moda de grandes corporações multinacionais terem nomes infantológicos compostos por tantas vogais que parecem o oposto linguístico do germânico, então que inventem também suas próprias palavras para "aquele que interessa-se o suficiente nas suas fotos artificialmente colorizadas para clicar em um botãozinho uma vez e dali por diante receber tais fotos em sua 'página inicial'"; assim pelo menos o vocábulo mundial aumenta um pouco. 'Seguidor' não cabe.

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18 Dec 2013

Musings on Some

You start one way, turn around, transmute, learn; stroll a bit, spends that sunday on the couch, observes the paint dry while there's more to paint, thinks, holds a secret, tell another and regrets it, teaches something that changes someone's life, gives an opinion that makes another cry.

You keep seeking the goal of peace knowing that it is only momentaneous and even if it were permanent it would only make everything very boring; events bother you, news shock you, work torments you, neighbors annoy you and family drives you crazy; "that's life" and "I got to have patience" become mantras, repeated, repeated.

Every moment has the same duration but our bio-sensory machinery distorts the perception and an hour in traffic goes by like four, one in your lover's arms but a minute; goes by, by, bye.

Each torment is a blessing that teaches and makes you stronger, but our spirits feel tired with this or that anyway, the highest castle at the highest mountain with the most wonderful view can still be cold, so, so cold.

We think we can suspend happiness when it comes, freeze it in a plastic tray so that it's so solid you'd need to twist it to remove it only to - at the moment you're going to put it in the freezer of your temporal lobe - hit it on the walls and overflow everything, falling on the floor.

We speak with the clarity we can using the systems we have and still every message is misinterpreted with a degree of error, sometimes tolerable sometimes not, but always present. Failures are intrinsic to communications systems and when distorted by the perception set of the recipient, then, they almost melt away.

Let it go. So much has been written anyway...

Elocubrações

Você começa de um jeito, gira, transmuta, aprende; enrola um pouco, passa aquele domingo no sofá, observa a tinta secando enquanto ainda falta coisa pra pintar, pensa, guarda um segredo, conta outro e se arrepende, ensina algo que muda a vida de alguém, dá uma opinião que faz outro chorar.

Você continua buscando pela paz objetivada sabendo que ela é só momentânea e mesmo que fosse permanente só tornaria tudo absurdamente chato; acontecimentos te incomodam, notícias te chocam, trabalho te atormenta, vizinhos te irritam e familiares te enlouquecem; "é a vida" e "paciência" tornam-se mantras repetidos, repetidos.

Cada momento tem a mesma duração mas nosso maquinário bio-sensorial distorce a percepção e a hora no trânsito passa como quatro, a hora nos braços do amor em um minuto; passa, passa, passa.

Cada tormento é uma benção que ensina e fortalece, mas nosso espírito sente-se cansado com isso ou aquilo de qualquer forma, o castelo mais alto na montanha mais bonita com a vista mais maravilhosa ainda pode ser frio demais, demais.

A gente acha que pode suspender a alegria quando ela vem, congelá-la numa bandejinha de plástico até que fique tão sólida que seria preciso torcê-la para removê-la, só pra no momento de colocar a reserva líquida no freezer do seu lóbulo temporal você dá com ela na parede e tudo transborda, cai no chão.

A gente fala com a clareza que pode usando os sistemas que tem e ainda assim toda mensagem é interpretada com um grau de erro, algumas vezes tolerável e outras vezes não, mas sempre presente. Falhas já são inerentes ao sistema de comunicação, e quando distorcidas pelo conjunto perceptivo do recipiente então quase desfazem-se.

Deixa pra lá. Tanto já foi escrito mesmo...

15 Dec 2013

Dúvidas Sociais

Como mover as pessoas?

Como disseminar uma maneira de pensar??

Como se conectar, causar um impulso?

Como transcender a diferença, a indiferença?

Como agregar?

Como liderar uma união?

Como coalescer?

Como co criar?

Como por as palavras juntas?

Como trazer a luz pra dentro?

Social Doubts

How to move people?

How to spread a way of thinking?

How to connect, to cause and impulse?

How to transcend difference and indifference?

How to aggregate?

How to lead a union?

How to coalesce?

How to co create?

Hot to put the words together?

How to bring the light in?

13 Dec 2013

Empty Pipe #1

It's empty but stylish =)

Para Meu Amigo Quebradinho

Não morra amigo, não morra!
Ainda há muitas estórias pra escrever.
Ainda há muitas histórias pra viver,
e muitos livros pra deixar pra trás.

Não morra amigo, não morra!
Perder um pé nos faz mancar,
mas como já disse o poeta
"é melhor cair em contradição do que do oitavo andar"

Não morra ainda meu amigo!
Morrerás um dia com certeza,
mas mesmo hoje sendo sexta treze,
ainda podemos tomar cerveja.

Não morra amigo, não morra!
Toda vida é uma câmara hiperbárica;
estamos sob pressão nessa porra
porque é difícil rimar com "hiperbárica".

Não morra amigo! Não morra!
Talvez não corras como antigamente,
e faças fisio permanentemente
mas há de ficar tudo bem.

12 Dec 2013

As Consciousness Is Harnessed to Flesh

This has got to be one of the most beautiful book titles:

"As Consciousness Is Harnessed to Flesh"

I will definitely read it. In fact, it has made me realize something very important about myself: I care too much about writing, so I judge myself too much; I fail "the Ira Glass test", one that I've counseled other people to follow. Ha. Funny, funny stuff.

Now I'll be writing more, for sure. Less judgement, more words.

11 Dec 2013

Marc Maron on the Pete Holmes Show

These are two comedians that I love very much =)

I first got to know about Marc Maron on the "Comedy and Everything Else" podcast, when "WTF" was on episode 8 or something. I got hooked right away; at the time I was also deeply in debt and in a shitty job, in a place where chaos was the norm.

After a while one time I had a fun experience watching the movie "Avatar" and I wrote it down and send to Marc. My biggest surprise, a few weeks later, was to suddenly hear him reading my email on the show!

That was amazing. I was proud and thrilled, specially because he said at some point "that's a beautiful line"; he basically called me a poet!

Which I define myself as, for sure.

Many months later my life changes: I break up with my girlfriend of twelve years and move out. I am twenty nine years old and singleness hits me for the first time; I am living life, partying hard =) but I don't forget my guru's words, my spiritual guidance. So when listening to one of WTF's episodes and hearing Marc having some karma trouble, I wrote to him again, my take on that.

Another few months pass by and he read that too! That's what's cool about it: he read my email, thought it was good, and SAVED it for a special live episode, number 299! I was sooooo happy when I heard it, it was seven in the morning, I was getting ready to go to work. People laughed! A lot! - of course, Marc does a great job interpreting it.

Nowadays though I've come to know more of Pete Holmes (heard of him from Conan stuff) and I love him! It's very synchronous because his ideas and philosophies match a lot with what I have been understanding about reality =)

It aired on the same day I bought a bible and one of his guests is a pastor!

My favorite sketch is the "Ex-Men" for Angel. That is HILARIOUS!! BIIIIIRRRRRRD!!!

And Marc's new special on Netflix, "Thinky Pain", is a MASTERPIECE. I will only say one thing about it: "GOOGLE IT!! GOooOooOoOgle IT!!" HaHAHAHAHa

So much love to you both, oh greats of comedy! Hope you are reading this ;)

9 Dec 2013

About words

Words can be like X-rays if you use them properly — they’ll go through anything. You read and you’re pierced.

Brave New World — Aldous Huxley

Song of the day - Mon Dec 9th 2013

Bob Marley - Time Will Tell

7 Dec 2013

The Poem that Saved Everyone

Done by improvisation one afternoon when my lovely girlfriend Mariza was cooking for us <3

Dedicated to my beloved brother Leandro, who's the one who's usually by my side =)


The Poem that Saved Everyone



We should write more poems.

You and I?

The whole of mankind should write more poems my love...

Well there's a lot of fucking poems honey!

Then we should also read more poems.

I think they should be read more.

Then some day someone might say

"That was the poem that saved everone"

"Oh really grandpa? That was the poem that saved everyone?"

Yes my son, it was a beautiful poem...

And how did the poem go, grandpa?

Well grandson

The poem was titled "Let's stop with the bullshit"

And it read

"People of the world,
Let's stop with the bullshit"

Twelve billion, nine hundred and eighty seven million,

four hundred and forty two thousand,

eigth hundred and ten times. 12.987.442.810

That same phrase.

Because that was the amount of humans on Earth at the time.

We knew it because of Facebook.

Everyone had Facebook on those days my son...

What's Facebook grandad?

Oh that's another story my son

It was basically a method of calculating how many people there were on Earth

at any given moment

and what kind of cats did they like

And once that poem was read my son, out loud, just once,

it took a loooong time...
it took a loooong time...

it was one brave woman called Mariza who did it

And after that, people started stopping with the nonsense, with the bullshit

and everything was fine and dandy in two years!

Two years grandad? That's so quick!

Yeah my kid, but Facebook was a powerful tool.

And everyone had Facebook. It was glorious.

How come we don't have that anymore grandad?

Well my son

Facebook was bullshit; and as I said, people stopped with the bullshit.

In fact Facebook was the last bullshit that people turned off...

and on that they when they turned it off and they deleted all the databases and all the pictures and all the information

when mankind let go of trying to figure out all their shit about themselves

everything was fine and dandy.

That's why we don't have Facebook anymore my son.

Song of the day - Saturday Dec. 7th 2013

Visão do Terceiro Olho

Formato da conexão entre as idéias
Format of idea connections

Device for Coffee making



#DaVinciWannabe

Leitura sabática

A bíblia que comprei apareceu marcada "sem querer" em
Crônicas 28, 1:
Davi congregou em Jerusalém todos os líderes do povo de Israel: os chefes das tribos, os chefes, os capitães das divisões a serviço, os comandantes de cem e de mil soldados, e os administradores de todos os bens e propriedades do rei e de seus filhos, como também os oficiais, os homens ilustres e todos os guerreiros mais corajosos e valentes


Abbey's opinion: What to do on a saturday morning

video

Meu Voto

(view this post in english)

Atualmente existe uma conversa acontecendo na Aliança Estrelar sobre a enumeração das leis da criação, e nossa civilização humana foi convidada para esta discussão então cá estou, argumentando meu ponto de vista.

Anteriormente nos foi comunicado que existem quatro leis da criação, sendo:


  1. Você Existe.
  2. O Um é Todos, todos são o Um.
  3. O que você põe pra fora é o que você recebe.
  4. Tudo muda, exceto as três primeiras leis.


E a proposta agora é expandir essa lista para cinco, sendo::


  1. Você Existe.
  2. Tudo está aqui e agora
  3. O Um é Todos, todos são o Um.
  4. O que você põe pra fora é o que você recebe.
  5. Tudo muda, exceto as três primeiras leis.


Esta discussão é apresentada na palestra do Bashar intitulada "A quinta lei". Naquele vídeo, ele pergunta pessoas da platéia qual é seu voto, e que opção eles gostavam mais, e as pessoas votaram unanimemente por cinco leis, citando em sua maioria "Clareza" como o motivo de sua escolha.

Concordo que claridade exume da lista de cinco. Também gosto do conceito que cinco é o número da humanidade. Quatro parece um número mais estável, cinco parece mais... esotérico.

Acredito que cinco leis tornam mais claro porque "Tudo está aqui e agora" não é um conceito fácil de extrair da lista de quatro. Leia-a novamente. Parece óbvio? Acho que não.

Em minha experiência incorporando os ensinamentos de Bashar e vivendo com eles, achei dois conceitos difíceis de acompanhar: que espaço e tempo são ilusões, e que o lado de fora não existe, é um reflexo. E sincronisticamente, quando conheci Bashar estava lendo livros sobre esses mesmos conceitos.

Claro, se "eu existo" e "O Um é Todos, todos são o Um" devo concluir que eu sou eu mas eu sou também a cadeira em que sento, todas minhas vidas passadas, Machado de Assis, eu sou "você", caro leitor; e para que eu possa ver essas coisas, tempo e espaço têm que aparecer de fora para que essa fervilhante sopa de partículas que sou possa fazer algum sentido (sentido implica espaço), possa olhar para si e pensar "ah! Vejo".

Mas é um grande salto a se dar. Remover espaço e tempo da nossa estrutura mental não é simples, está integrada. Precisa muita imaginação.

Então adicionar o lembrete que "tudo é aqui e agora" é bom, porém, eu tenho duas críticas.

Primeiramente, eu não gosto da palavra "tudo". É muito mal utilizada. É parte do que eu chamo "as quatro palavras englobantes": nada, tudo, sempre, nunca. Humanos utilizam essas palavras tão incorretamente - "todo mundo faz isso" - que elas perderam o poder conectado ao absolutismo a que se referem. Você consegue sequer imaginar "TODO" o mundo? Claro que não.

Então eu mudaria as palavras.

Em segundo lugar, acredito que a ordem deve ser modificada também. "Tudo está aqui e agora" só pode ser concluído das outras leis se pensarmos nas primeiras duas, não somente a primeira.

Então minha sugestão é para cinco leis, enumeradas:


  1. Você Existe.
  2. O Um é Todos, todos são o Um.
  3. O Um é agora, tempo e espaço são suas perspectivas
  4. O que você põe pra fora é o que você recebe.
  5. Tudo muda, exceto as três primeiras leis.


Desta maneira nos livramos do "tudo" e reforçamos o fato que tempo e espaço são perspectivas do eu.

Acho muito interessante que essa nova adição reforça o conceito da agora-quinta lei, que tudo - e aqui a palavra é usada corretamente - muda, exceto as quatro leis anteriores; desta maneira até mesmo a última lei é sujeita a mudança, incluindo a *ordenação* das leis anteriores!

Eu comprei "A Quinta Lei" depois de um hiato de assistir vídeos do Bashar, porque senti a necessidade de processar internamente o que havia assistido anteriormente. Sincronisticamente, o que eu havia assistido por último era "Bashar 2.0", onde ele nos diz que de agora em diante iria nos tratar como turma:

"We will begin in a new way, with a new approach, by saying: 'Good Morning, class' "

Esta interação "the 5th law" pareceu muito com uma aula. Percebi logo no início, e fiquei muito feliz; existe muita sincronia acontecendo em todos os agoras, e muita consistência nessas palestras. Eu as amo =)

Estou muito feliz de poder perceber estas formas-pensamento, integrá-las no meu eu e ter uma melhor experiência dessa linda chuva de Deustículas passando por mim. Estou aprendendo muito, e esta é minha opinião sobre a questão das leis.

My Vote

(ler este artigo em português)

Currently at this time, there is a conversation going on over at the Interstellar Alliance about the enumeration of the laws of creation and our human civilization has been invited to this discussion, so here I am arguing my point.

Previously it has been communicated to us that there were four laws of creation, being:


  1. You Exist.
  2. The One is the All, the All is the One.
  3. What you put out is what you get back.
  4. Everything changes, except the first three laws.


And the proposition now is to expand this list to five, being:


  1. You Exist.
  2. Everything is here and now
  3. The One is the All, the All is the One.
  4. What you put out is what you get back.
  5. Everything changes, except the previous four laws.


This discussion is presented on Bashar's lecture entitled "The 5th Law". In that video, he askes people in the audience for their vote, what option they like the best, and people voted unanimously for five laws, citing mostly "clarity" as a reason for their choice.

I agree that more clarity does comes out of the list of five. I also like the concept that five is the number for mankind. Four seems like a more stable number, five seems more... esoteric.

I think five laws make it clearer because "Everything is here and now" is not an easily extracted concept out of the list of four. Read it again. Does it seem obvious? I don't think so.

In my experience incorporating Bashar's teachings and living with them, I found two concepts hard to follow: that time and space are illusions, and that the outside doesn't exist, it's a reflection. And synchronistically, when I got to know Bashar I was reading books about these very concepts.

Granted, if "I exist" and "The One is the All, the All is the One" I must conclude that I am me but I am also the chair I'm sitting in, I am all my past lives, I am Abraham Lincoln, I am you, dear reader; and in order for me to be able to be all those things, time and space have to kick from the outside so all this boiling particle soup that I am can make some sense, can look at itself and go "ah! I see."

But that's a big jump to make. Removing time and space out of our mental framework is not simple, it's ingrained. Takes a lot of i-magi-nation to do.

So adding a reminder that "everything is here and now" is good, however, I do have two problems with that.

First, is that I don't like the word "everything". It is too misused. It's part of what I call "the four all-encompassing words": nothing, everything, always, never. People have used these word wrongfully so many times (such as "every one likes this movie") that they have lost the power connected to the absolutism that they entail. Can you imagine "every-thing"? Of course not.

So I'd change the wording.

Secondly, I believe the order must be changed too. I think that "everything is here and now" can only be extracted from the other laws if you think about the first two, not only the first.

So my suggestion is for five laws, ordered and worded as such:


  1. You Exist.
  2. The One is the All, the All is the One.
  3. All is now, time and space are self perspectives
  4. What you put out is what you get back.
  5. Everything changes, except the previous four laws.


This way we get rid of the pesky "everything" and reinforce the fact that time and space are perspectives of the self.

I find it very interesting that this new addition reinforces the concept of the now-5th law, that everything - and here the word applied correctly, mind you - changes, except the previous four laws; in such a way that even the last law itself is susceptible to change, and the very ordering of the previous laws too!

I purchased "the 5th law" after a break from watching Bashar videos, because I felt I needed to process what I had seen previously. Synchronistically enough, the one I had seen before that was Bashar 2.0, in which he tells us that from now on he would be treating us more like a class:

We will begin in a new way, with a new approach, by saying: 'Good Morning, class'

Now this 5th law interaction was very class-like. I noticed it right away, and was very glad; there is a lot of synchronicity going on at all nows, and a lot of consistency in these lectures. I love them =)

I am very happy to have been able to perceive these thoughtforms, to integrate them in my self and have a better experience of the beautiful rain of Godtrons flowing by. I am learning a lot, and this is my opinion on the matter of the laws.

4 Dec 2013

Novas Renovações

(view this post in english)

Meu nome é Luciano e este é meu enésimo blogue; pois é.

Ha-ha. A vida é engraçada e cíclica =)

Ondulatória, "como uma onda no mar", é.

Como uma onda no mar =)

Assim foram minhas aparições pela dimensão da internéti; por aqui e por ali, vários cantos interneteiros.

Os espaços entre as aparições emplicaram mudanças, emplicaram aprendizados de toda sorte, muita sorte =)

Alegrias e reviravoltas surpreendentes; movimentação de ambientação, aliviação da construção, eliminação de paradigmas. Revolução.

Saltar de dimensões é nativo, aprendamos a dobrar os joelhos e amortecermos a jornada como pudermos, sorrindo e curtindo.

A lógica encaixa-se circularmente pelo cosmos, na figura do infinito, oito deitado - com preguiça? ;)

Muitas idéias têm fluído, e nenhuma mídia conseguido acompanhar de uma vez... vai ficar então esse mais um registro eletro-eletrônico binário, solto no aether, na "internéti".

Nomenclaturas, paradigmas, sedimentação... escavando pelas paredes de calcário da pirâmide das nossas mentes; soltando cimentos, levantando poeira.

Daqui pra frente tudo será diferente, verdade a todos momentos; fazer-se "o mesmo", tentar juntar-se a stasis é somente mudar em ritmos glaciais, a mesma ainda inevitável. Bilhões de vezes por segundo.

No espírito da mudança constante, das observações estonteantes e anotações fervilhantes, recomecemos (de certa forma).

Bem-vinda seja.

New Renewals

(ler esse artigo em português)

My name is Luciano and this is my nth blog; yeah.

Ha-ha. Life is funny and cyclical =)

Wavy, "like a wave at sea", yeah.

Like a wave at sea =)

Like so were my apparitions on the internet dimension; here and there, several internetsy corners.

The spaces between apparitions brought changes, brought learning of all kinds, a strokes of luck =)

Happiness and surprising overturns; environmental movement, constructionally freeing, eliminating paradigms. Revolution.

Jumping over dimensions is a native thing, so let's learn to bend our knees and soften the journey as we can, smiling and enjoying ourselves.

Logic fits circularly across the cosmos, in the shape on infinity, like a lying down figure eight - lazy? ;)

A lot of ideas have been floating, no media able to follow through... so this is another binary electronic registry, loose on the aether, "on" the internet. Ha.

Nomenclatures, paradigm, sedimentation... digging thrugh the limestone walls of the pyramids of our minds; loosing cements, dusting up.

From here now on everything will be different, true at all times; to be "the same", to join stasis is merely to change glacially, the change is still inevitable. Billions of times per second.

In the spirit of constant change, of stunning observations and fervorous writing, reset (in a way).

Welcome be.